quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Me entende, eu não quis, eu não quero, eu
sofro, eu tenho medo, me dá a tua mão, entende, por favor. Eu tenho
medo, merda! Ontem chorei. Por tudo que
fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por
termos nos perdido. Pelo que queríamos que fos…se e não foi. Pela
renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não
comemorados. Palavras dissipadas. Versos brancos. Chorei pela guerra
cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não
atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo
amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho
esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda- roupa. Pelos sonhos
desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha.
Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou.
E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. Chorei. Apronto agora
os meus pés na estrada. Ponho-me a caminhar sob sol e vento.
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